quinta-feira, 18 de setembro de 2008


Lizandro Amaral, numa apresentação no Restaurante Estância de são Pedro.

Rogério de Azambuja Melo nasceu em 18 de maio de 1976, na cidade sul rio grandense de São Gabriel. Conheceu o violão aos 10 anos. Em 1992, adolescente, Rogério migrou para Capão da Canoa. Lá, conheceu vários amigos inclusive Chico Saga, cantor e compositor, um dos que influenciaram-no à musica. No mesmo ano, ganhou seu primeiro violão, presente de seu pai Dalmir.
Três anos depois, já na capital Porto Alegre, começou a cantar em fandangos e participou do grupo “Estilo Campeiro”, se apresentando na região de Gravataí.
Então volta para São Gabriel e lança-se como solista em invernadas artísticas do CTG Caiboaté. Simultaneamente, se apresentava com o grupo “Eco do Sul”, passando a ser reconhecido pela sua voz.
Mas Rogério apareceu mesmo no cenário nativista musical em 1999 quando cantou “Romanceiro de Estrada e Posto”, no “12º Terra e Cor da Canção Nativa”, em Pedro Osório-RS.
Ainda em 1999 Rogério recebe um convite que mudaria a sua vida daí por diante: em 2000 César Oliveira lhe chama para gravar uma participação no CD “De Campo e Alma”.
Em 2002, após fazer um trabalho solo, César Oliveira e Rogério Melo lançam seu primeiro dueto.

César Oliveira é natural de Itaqui, Rio Grande do Sul, fronteira com a Argentina. Nasceu em 8 de Dezembro de 1969. Seus pais Antônio e Terezinha cantavam juntos, escola principal de César.
Ganhou seu primeiro violão aos 14 anos se sua mãe, Terezinha, mas já tocava desde os 13. Aos 18 integrou o Grupo Tupambaé, formado por amigos. Anos mais tarde, Sina Estradeira foi sua primeira música gravada em um disco, o disco da “1º Carreteada da Canção Nativa de São Gabriel”.
Durante 5 anos cantou e tocou no grupo “Os Chimangos” (aquele que aparece na Chacarera de Pátria Pampa, Zamba de mi esperanza).
Em 99 foi contratado pela gravadora ACIT e em 2000 lança seu quarto disco, “De Campo e Alma”, com participação especial de Rogério Melo.
Já em 2002, “Das coisas simples da gente” é o sétimo trabalho de César Oliveira e o início da parceria oficializada que perdura até hoje, com Rogério.

Mauro Moraes



Um Baita CD !!!

Milonga abaixo de mau tempo

Coisa esquisita a gadaria toda,Penando a dor do mango com o Focinho n'águaO campo alagado nos obriga a reza,No ofício de quem leva, pra enlutar as mágoas...O olhar triste do gado atravessando o rio,A baba dos cansados afogando a volta,A manhã de quem berra num capão de mato,E o brado de quem cerca repontando a tropa...Agarre amigo o laço,Enquanto o boi tá vivo,A enchente anda danada molestando o pasto,Ao passo que descampa a pampa dos "mirréis"E a bóia que se come, retrucando o tempoAparta do rodeio a solidão localPealando mal e mal o que a razão quiser...Amada!Me deu saudade,Me fala que a égua tá prenha,Que o porco tá gordo,Que o baio anda solto,E que toda a cuscada lá em casa comeu!Coisa mais sem sorte este peste medonha,Curando os mais bichados deu febre no gado,Não fosse a chuvarada se metendo a besta,Traria mil cabeças com a benção do pago...Dei falta da santinha limpando os peçuelos,E do terço de tento nas preces sinuelas,Logo em seguidinha é semana santa,Vou cego pra barranca e só depois vou vê-la!

Dois grandes Músicos...poetas......
Luiz Marenco e Lizandro amaral


Com quase 20 anos de carreira, uma discografia de 20 obras, 18 CDs e 2 DVDs, Luiz Marenco é hoje um dos espetáculos nativistas mais requisitados do sul do Brasil, tendo a consciência de que seu canto esta ligado a terra, valores, hábitos e costumes de seu povo. Natural de Porto Alegre/RS, nasceu no dia 22/12/1964 e começou a se interessar pela música aos 08 anos de idade, quando ganhou seu primeiro violão. Sua carreira profissional iniciou em 1988, quando começou a participar de festivais , movimento importante para a cultura de nosso estado e que lhe rendeu grandes conquistas em âmbito regional. Seu canto já percorreu vários estados do Brasil, como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Brasília e Tocantins, assim como na Argentina, Uruguai e Paraguai fazendo apresentações ao lado Santiago Chalar e espetáculos e gravações com Pepe Guerra e Jorge Nasser(cantores do folclore Uruguaio), além de gravações com Antonio Tarrago Ros e Ramon Ayala da Argentina .
- 1990 – Grava seu primeiro disco ao lado de seu parceiro e amigo Jayme Caetano Braun - “Luiz Marenco canta Jayme Caetano Braun”. - 1991 – O disco ”Luiz Marenco canta Jayme Caetano Braun”, o leva ao prêmio Sharp, hoje conhecido como Prêmio Tim. - 1997 – Troféu Vitória melhor intérprete do ano. - 1997 – Troféu Vitória melhor música do ano “Quando o Verso Vem Pras Casa”, parceria com Gujo Teixeira. - 1999 – Participa do programa Rio Grande do Sul, um século de história da RBS TV. - 2001 – Premio Açorianos de melhor disco do ano “Enchendo os Olhos de Campo” em parceria com Gujo Teixeira. - 2002 – Movimento Tradicionalista Gaúcho concede o selo de Qualidade, Autenticidade e Tradicionalidade previsto pelo PROJETO ISO TCHÊ para o CD Luiz Marenco Ao Vivo. - 2002 – Disco de Ouro “De Bota e Bombacha”, com José Claudio Machado. - 2003 – Disco de Ouro “Luiz Marenco - Ao Vivo Duplo”. - 2003 – Participa da mini-série da TV Globo “A Casa Das Sete Mulheres”. - 2004 – Disco de Platina “Luiz Marenco - Ao Vivo Duplo”. - 2007 – DVD de ouro “Todo o Meu Canto. - 2008 – Recebe da Radio Gaucha e Rádio Gaúcha Sat o Troféu Guri.

terça-feira, 16 de setembro de 2008


Lauren de Bacco


Janela das Casas...


CAMBONA
Oacy Lima Rosenhaim

Forma quadrada ou roliçaAsa de arame grosseiroÉs utensílio bem guascaTraste barato e campeiro

Recostada junto ao fogoOu nos tentos penduradaDe serventia ao tropeiroLata preta encascurrada

É tradição no meu pagoCambona preta queimadaNo fogão do carreteiroEstá sempre entrincheirada

Queimada em fogo de chãoTemperada nas guerrilhasNas lutas xucras da pampaServindo de raça caudilha

Velha cambona crioulaChamuscada pela glóriaCom tua estampa campeiraDeixaste o nome na história

Por isso velha cambonaMeu traste de estimaçãoTe guardo como relíquiaSimbolizando um brazão...


Um dos meus amigos...

Lauren de bacco.

Sorvendo esse amargo na mais amarga lembrança.


Um pedaço do meu tempo,onde passo o tempo.